Policial civil é preso suspeito de furto qualificado, e colega denuncia perda de R$ 600 mil em bitcoins em SC
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Ilustração mostra representação de bitcoin.
Dado Ruvic/ Reuters
Um policial civil que atuava em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi preso preventivamente suspeito por uma série de crimes envolvendo falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e furto qualificado mediante fraude eletrônica, segundo a Polícia Civil. Uma das vítimas, também policial, disse ao g1 que teve criptomoedas furtadas e um prejuízo de cerca de R$ 600 mil (veja mais abaixo).
O cumprimento dos mandados contra Leon Martim da Rocha Santos, que incluíram também dois de busca e apreensão, ocorreu na terça-feira (24). A prisão foi homologada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina na quarta-feira (25). O g1 tentou contato com a defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.
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A investigação, conforme a Polícia Civil, começou na delegacia de Palhoça, após colegas tomarem conhecimento de supostos desvios praticados pelo policial.
A investigação foi encaminhada para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), onde foi confirmada a prática dos crimes.
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Bitcoin
A corporação não detalhou os demais crimes investigados. Ao g1, uma das vítimas, Gabriel Melzer, que também é policial civil e trabalhava com o suspeito, disse que o investigado teve acesso à chave privada de sua carteira de Bitcoin e que os valores foram transferidos sem autorização.
De acordo com a vítima, os valores superam meio milhão de reais e foram retirados em um único saque.
"Eu peguei um empréstimo para investir na época e todos os meses eu vejo o valor sendo descontado em folha. Eu peguei empréstimo consignado para ser pago em 10 anos, 120 parcelas", comentou.
O caso, de acordo com ele, ocorreu em setembro de 2024. A partir de uma análise minuciosa da blockchain (espécie de grande “livro contábil” que registra vários tipos de transações e possui seus registros espalhados por vários computadores), a investigação conseguiu chegar ao autor.
Os dois trabalhavam juntos desde 2012 e tinham uma relação de amizade e confiança fora da delegacia.
"Para mim, ainda é muito difícil entender por que ele pegou minha chave privada de Bitcoin. Acredito que, em algum momento, quando teve acesso à minha casa e, sem que eu percebesse, ou estivesse em casa, ele tenha conseguido obter essa informação".
A Polícia Civil não informou se os demais crimes foram cometidos dentro da própria delegacia onde o agente atuava.
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