O que se sabe e o que falta saber sobre o desaparecimento de três pessoas da mesma família no RS

  • 04/02/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia investiga desaparecimento de três pessoas da mesma família no RS O desaparecimento de três pessoas da mesma família há mais de uma semana em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, é investigado pela Polícia Civil como um crime. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso começou após uma publicação de Silvana em uma rede social, na qual afirmava ter sofrido um acidente de trânsito. A polícia, no entanto, já confirmou que o acidente não ocorreu. A principal linha de investigação aponta para um crime, como homicídio ou cárcere privado. Confira o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: Quem são os desaparecidos? Como o desaparecimento aconteceu? Qual a principal linha de investigação da polícia? Quais pistas a polícia já tem? O que dizem os envolvidos e a vizinhança? Quais os próximos passos da investigação? Quem são os desaparecidos? Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família, no bairro Anair. Descritos como queridos e tranquilos, eles são conhecidos na vizinhança. "São uns vizinhos extremamente conhecidos por todos nós. Me criei aqui. Eu não tenho nada de mal para falar deles", destaca uma vizinha. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, é filha única do casal e mora nas proximidades. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e tem um filho de 9 anos, fruto de um relacionamento anterior. O menino estava com o pai no fim de semana do desaparecimento. Como o desaparecimento aconteceu? No sábado, 24 de janeiro, Silvana publicou em uma rede social que havia sofrido um acidente de trânsito enquanto retornava de Gramado, na Serra. Em seguida, postou que ficaria sem sinal e, no dia seguinte, agradeceu por orações. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato. Alertados por vizinhos sobre a postagem, Isail e Dalmira teriam saído para procurar a filha no domingo (25). Segundo o delegado Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos. Qual a principal linha de investigação da polícia? A Polícia Civil trata o caso como um crime e descarta a hipótese de sequestro, pois não houve nenhum pedido de resgate após mais de uma semana. As principais suspeitas são de homicídio ou cárcere privado. "Por esse tempo todo que passou, provavelmente ela [Silvana] tenha sofrido ou esteja sofrendo algum crime que não permita manter contato com a família", afirma o delegado Anderson Spier. A investigação aponta que o comportamento da família foi incomum, já que costumavam avisar sobre viagens. Quais pistas a polícia já tem? A polícia confirmou que o acidente de trânsito relatado por Silvana não aconteceu. "O que a gente já sabe com precisão é que ela não esteve em Gramado", disse o delegado Spier, após consultar concessionárias e delegacias locais. O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência às 20h34 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem. Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. A polícia investiga se era Silvana quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos. Durante as diligências, a polícia encontrou um projétil de arma de fogo no pátio da casa de Isail e Dalmira. O objeto foi recolhido e será enviado para perícia. O que dizem os envolvidos e a vizinhança? Vizinhos relatam o bom relacionamento com a família e o choque com o desaparecimento. "Todo mundo gostava deles, muito, muito. Ele dava atenção, o senhor Aguiar dava atenção para as crianças", disse a comerciante Janete Camargo. Outra moradora, Ana Melo, lembrou da generosidade do casal: "Na hora que eu mais precisei [...] eles me envolveram". O delegado Anderson Spier reforçou que a investigação se concentra em desvendar um crime. "Já solicitamos a perícia, estamos aguardando o agendamento para fazer a perícia nos locais para procurar maiores elementos de vestígios, de sangue e outros materiais que porventura possam nos levar a alguma definição sobre o crime", afirmou. Quais os próximos passos da investigação? Para saber o paradeiro da família e a autoria e motivação do possível crime, a polícia aguarda a realização da perícia na casa de Silvana e no mercado dos pais em busca de vestígios, como sangue. Os investigadores também analisam outras imagens de câmeras de segurança para identificar os veículos e as pessoas envolvidas na movimentação da noite do dia 24. Seis pessoas já foram ouvidas e a polícia continua a colher depoimentos de familiares e vizinhos para obter mais informações que ajudem a solucionar o caso. Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/02/04/o-que-se-sabe-e-o-que-falta-saber-sobre-o-desaparecimento-de-tres-pessoas-da-mesma-familia-no-rs.ghtml


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