Justiça afasta diretora e 11 agentes por suspeita de tortura com afogamento, espancamentos e uso de alicate contra detentos em presídio
22/03/2026
(Foto: Reprodução) a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que o caso está sendo apurado pela Corregedoria Penitenciária
TV Liberal
A Justiça determinou o afastamento da diretora da Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal e de outros 11 agentes penitenciários suspeitos de envolvimento em sessões de tortura contra detentos.
A decisão foi assinada pelo juiz da Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Belém e tem como base denúncias de agressões sistemáticas dentro da unidade prisional.
De acordo com a sentença, os investigados são suspeitos de comandar e participar diretamente de episódios de violência contra ao menos 19 internos. Os relatos indicam que as agressões ocorreriam após audiências de custódia e seriam tratadas como uma espécie de “boas-vindas” aos presos.
Tortura
Entre as denúncias apresentadas à Justiça, detentos relataram o uso de saco plástico para provocar asfixia, além de agressões físicas com cassetetes e palmatórias. Também há relatos de afogamento com toalha molhada e baldes com água.
Em um dos casos, segundo os depoimentos, um interno teve o aparelho dentário retirado à força com o uso de alicate. Outro relato aponta que um idoso de 73 anos, com problemas de saúde, teria sido agredido por não conseguir cumprir ordens dentro da unidade.
Ainda conforme a decisão judicial, os episódios descritos indicam prática recorrente de violência, o que motivou o afastamento imediato dos servidores investigados.
Além da diretora, também foi afastado o coordenador de segurança da unidade e outros agentes penitenciários. Todos devem permanecer fora das funções enquanto seguem as investigações.
Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que o caso está sendo apurado pela Corregedoria Penitenciária e que foram adotadas as medidas administrativas para cumprimento da decisão judicial.
A secretaria afirmou ainda que acompanha o caso e reforçou o compromisso com a legalidade, a transparência e o devido processo legal.
O caso segue sob investigação.
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