Ingleses confiam em Harry Kane para voltar à final da Copa do Mundo depois de 60 anos

  • 14/07/2026
(Foto: Reprodução)
Harry Kane quebra recordes na seleção inglesa e agora busca vaga na final contra Argentina Atlanta: o repórter Guilherme Pereira seguiu de pertinho a seleção da Inglaterra. "Nós estamos aqui no gramado do estádio de Atlanta, local do jogo de amanhã. A Inglaterra fez o último treino na cidade de Kansas, que serviu de base para equipe durante toda a Copa do Mundo. Logo depois do treino, o elenco viajou para cá e, agora há pouco, o técnico alemão Thomas Tuchel e dois jogadores participaram das entrevistas oficiais da véspera do jogo. Thomas Tuchel vai poder contar com o volante titular Declan Rice, jogador do Arsenal. Ele ficou doente antes das quartas de final contra a Noruega, teve que ser substituído no intervalo do jogo, mas agora está recuperado. A questão física é um ponto importante para os ingleses, que passaram por dois jogos dificílimos para chegar até aqui: contra o México nas oitavas de final no Estádio Azteca, e contra a Noruega nas quartas de final, tendo prorrogação pelo caminho. O Thomas Tuchel pode conquistar algo inédito nessa Copa do Mundo: ser campeão como treinador por um país que não é o dele. É o país de Harry Kane, o principal jogador da Inglaterra". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Harry Kane não tem pressa. Tudo na vida dele foi difícil, demorado. Na Inglaterra, passou por três clubes e muito tempo no banco de reservas até se firmar. O primeiro título, pelo Bayern de Munique, só veio aos 31 anos de idade. Mas ele sempre teve alguns amigos fiéis - os números: mais de 500 gols na carreira; três vezes artilheiro do Campeonato Inglês e três vezes do Alemão. Artilheiro também da Copa de 2018 e, com a camisa da seleção inglesa, ninguém balançou as redes mais do que ele. Ingleses confiam em Harry Kane para voltar à final da Copa do Mundo depois de 60 anos Jornal Nacional/ Reprodução Depois dos recordes, o desafio aumenta. Um dos maiores jogadores da história da Inglaterra está a dois jogos de se tornar um dos maiores do mundo. Faltava um recorde, o de maior artilheiro da Inglaterra em Copas do Mundo. Ele precisava de dois gols, já fez seis. Pelo alto, é imbatível. O repertório de cabeçadas é tão vasto que até gol de cabeça bonito ele faz. Nessa Copa, já foram três. Outros dois, batendo pênaltis, uma arte que o mundo está reaprendendo a valorizar. Ele faz golaços também, como um tão bonito quanto importante na virada contra a República Democrática do Congo. Harry Kane diz que valoriza muito estar novamente em uma semifinal: "No fim da cotas, você espera que todas as experiências acumuladas, tudo que aprendeu ao longo do caminho, ajudem nesse momento". A torcida costuma dizer que Harry Kane faz gols quando quer. Parece que é verdade. O mais incrível é que, mesmo para grande goleador, os títulos demoram a chegar. Será que vai dessa vez? Em torno dele gira uma seleção. Em torno dele também, as esperanças de um país que há 60 anos não ganha uma Copa. Faltam menos de 24 horas para o momento do maior desafio. Mas Harry Kane não tem pressa. Ele aprendeu a medir a vida no tempo que o mundo leva para girar. Comentários Paulo Nunes e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução Renata Vasconcellos: Que confronto vai ser este: Argentina e Inglaterra. Duas escolas bem diferentes de jogar futebol, né? Paulo Nunes, comentarista: Totalmente diferente. Você tem uma Inglaterra que é muito física, que tem um meio-campo de transição, que joga marcando muito, saindo muito rápido no contra-ataque e com muita bola aérea. A gente viu ali os gols do Kane. E, do outro lado, a gente tem uma Argentina muito técnica. Um time que joga se aproximando, com muita gente no meio-campo, posse de bola, controle de jogo e joga para o ET, que joga ali abertinho do outro lado, que é o Messi, para resolver. Renata Vasconcellos: Bom, os ingleses estão cansados. Mas pode ser que os argentinos estejam ainda mais, né? Paulo Nunes: Mais. Porque o desgaste não só físico, mas mental de você ter que disputar duas prorrogações, o desgaste físico e, principalmente, em duas vezes. Isso atrapalha muito uma seleção que é altamente técnica. Então, você tira a parte mental, do lado da Inglaterra, esse peso de 60 anos que não ganha um título, do outro lado você tem uma Argentina muito leve, que foi campeã em 2022. Renata Vasconcellos: Vai ser interessante ver o Messi jogar pela primeira vez contra a Inglaterra. E a Inglaterra desses caras que estão disputando a artilharia também - o Harry Kane, o Jude Bellingham, além do Lionel Messi. Paulo Nunes: Se você ver o peso, como é pesada essa disputa. O Messi, do lado da Argentina, tem a metade dos gols praticamente, oito de 17. E do outro lado, da Inglaterra, você tem 13 gols que a Inglaterra fez, seis do Bellingham e seis do Harry Kane. Você vê o tamanho desse jogo. Vai ser um jogaço para a gente ver. Renata Vasconcellos: Vai ser um jogaço. Nesta quarta-feira (15), ao vivo, na Globo, tem o jogão entre Inglaterra e Argentina. A transmissão começa às 15h30. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Copa de 2026 tem o pior índice de acerto de pênaltis dos últimos 60 anos, com erros até de Messi e Mbappé Messi se torna o maior artilheiro da história das Copas Cristiano Ronaldo se torna o primeiro jogador a fazer gols em 6 edições de Copa do Mundo Gigantes no gol: altura dos goleiros bate recorde e muda a Copa de 2026

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/07/14/ingleses-confiam-em-harry-kane-para-voltar-a-final-da-copa-do-mundo-depois-de-60-anos.ghtml


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