Colegas do policial civil morto em ataque em Guadalupe fazem carreata em Niterói
09/07/2026
(Foto: Reprodução) Colegas fazem carreata em Niterói em homenagem a policial morto em operação no Muquiço
Colegas do inspetor Carlos Alberto Freire Neto, morto durante ação policial perto da Favela do Muquiço, em Guadalupe, homenagearam o agente com uma carreata na orla de Niterói nesta quinta-feira (9). O corpo do inspetor foi velado também nesta quinta na Câmara Municipal de Niterói.
Carlos Alberto tinha 35 anos, era casado, pai de dois filhos e havia ingressado na corporação havia pouco mais de dois anos, em em dezembro de 2023.
Desde maio deste ano, estava lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), unidade especializada na investigação de assassinatos e uma das mais estratégicas da instituição.
Na manhã desta quarta, ele e outros três policiais seguiam em um carro descaracterizado para uma ação de reconhecimento na região da Favela do Muquiço.
Segundo a Polícia Civil, a equipe levantava informações para cumprir um mandado judicial quando foi surpreendida por criminosos armados, que abriram fogo contra o veículo.
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Carlos Alberto foi atingido na cabeça. Ele chegou a ser socorrido em estado gravíssimo para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no início da tarde.
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Inspetor da Polícia Civil Carlos Alberto Freire Neto
Reprodução
Juliele Brandt, outra policial que também estava no carro, foi baleada na perna e permanece internada em estado estável.
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil lamentou a morte do inspetor e destacou sua atuação na corporação.
"Carlos Alberto desempenhava sua missão com dedicação, coragem e compromisso com a sociedade."
A instituição também afirmou que se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho "neste momento de profunda dor" e declarou que espera que "sua memória e seu legado de serviço à população permaneçam vivos entre todos que tiveram a honra de conhecê-lo".
Carlos Alberto Freire Neto
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O secretário de Polícia Civil, Delmir Gouveia, classificou o atentado como um ataque "covarde e brutal" e afirmou que os responsáveis serão identificados e presos.
Após a emboscada, centenas de policiais civis foram mobilizados para uma operação na comunidade do Muquiço. Escolas e unidades de saúde da região precisaram interromper o funcionamento por questões de segurança. Quatro suspeitos foram presos.
Até a última atualização desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento de Carlos Alberto Freire Neto.
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Policiais em operação na comunidade do Muquiço
Reprodução